Curioso

O pastor sai de seu Ford Fusion e adentra na igreja para fazer seu sermão criticando o amor ao dinheiro.

O padre acerta, durante um banquete com os bispos, os próximos passos da campanha de ajuda aos famintos.

A feminista mostra os peitos na televisão, uma semana depois de criticar a superexposição do corpo feminino na mídia.

O ativista ambiental acha que salva o mundo usando ecobags, mas só viaja de avião e banho, só com chuveiro elétrico.

O advogado twitta das Bahamas sobre o quanto leva uma vida sofrida.

O socialista marxista leninista stalinista troskista castrista chavista sonha em ser líder do sindicato para receber um pouco mais, trabalhando um pouco menos.

Nada disso necessariamente é errado. É apenas curioso.

São Paulo, 1943

Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos precisavam de matéria-prima para suprir suas necessidades beligerantes. O Brasil buscava prestígio diante dos EUA, já consolidados como a maior potência do mundo.

Neste contexto de necessidade mútua é produzido um documentário pelo departamento americano que coordenava negócios inter-americanos, para estimular relações amistosas com países da America do Sul, capitaneados por São Paulo, a cidade latino-americana que mais crescia naquele momento.

Interessante observar na parte do vídeo que trata das indústrias, que a borracha da Amazônia era uma das molas-mestras daquela engrenagem industrial.

Velho Continente – dias 10 a 21

Quando chegamos a Heidelberg, logo começaram as aulas, que tomavam a manhã inteira e uma boa parte da tarde para estudos, o que ocupou todo o meu tempo e acabei reduzindo as minhas notícias ao Brasil a emails semanais para mãe e namorada com 5 fotos, alguns tweets e checkins no Foursquare e a atual foto de capa do meu Facebook. Mas para não deixar o relato da viagem inacabado vou tentar resumir os dias que faltaram em dois ou três posts.

Posts anteriores: dia 1, dia 2, dia 3, dias 4 e 5, dia 6, dias 7 e 8, dia 9.

**********

Todos os dias acordávamos às 6:30am, pra tomar banho, se arrumar e pegar o bonde das 7:06am. A aula começava às 8:50am, mas além da meia hora de trajeto, sempre fazíamos uma parada no meio do caminho para um Französisches Frühstück. No meio do caminho tinha uma padaria Grimminger próxima ao Bethanien Krankenhaus que virou a minha preferida. Mas durante as duas semanas de aula, experimentamos umas 4 padarias próximas à escola, uma Grimminger, três Riglers.

Na primeira turma que tivemos aula no Heidelberger Pädagogium, do nível A1.2, tínhamos colegas do Japão, Irlanda, Itália, Turquia, Quênia, Índia, Canadá, dentre outras nacionalidades que não consigo mais lembrar. A professora chamava Iveline e dava uma aula “jovem” e descontraída. A língua franca da aula e da escola em geral era o Inglês, pelo menos com o pessoal do nível iniciante. Notamos que a aula estava um pouco repetitiva em relação ao conteúdo que já tínhamos estudado no Brasil e pedimos na coordenação para avançar para o A2.1, o que aconteceu no terceiro dia. Na nova turma, agora com o professor Lou, que tinha fama de durão, nossos colegas eram da Argentina, Inglaterra, Espanha, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Canadá e… Brasil.

Os capítulos que estudamos durante as duas semanas foram o 5º e o 6º do livro Begenungen – Deutsch als Fremdsprache, cujos títulos eram, respectivamente, “Urlaub und Reisen” (trabalho e viagens) e “Tiere und Menschen” (animais e pessoas). O primeiro ensinava sobre getílicos, declinações, preposições, pronúncia de palavras terminadas em ER, uso de “weil” e “obwohl” e vocabulário relacionado ao título. E o segundo tratava de superlativos, comparações, um pouco de Genitiv, começou a revisar as conjugações em presente, pretérito perfeito e imperfeito, e bastante vocabulário relacionado ao título. Fizemos também algumas aulas complementares de conversação durante a tarde com uma professora Argentina que já havia morado no Brasil.

Todos os dias ao voltar da aula, almoçávamos no Dinea, um restaurante panorâmico no 5º andar da Galeria Kaufhof. Também experimentamos um restaurante chinês genérico, que tinha a comida muito boa, mas bem pimentosa, e umas lanchonetes turcas, uma no sub-solo da Galeria e outra na rua ao lado. O bom de almoçar no Dinea era poder ver a parte antiga da cidade de cima. Eu gastava em média 6 a 8 Euros por uma refeição no Dinea, com sopa, prato principal e um mousse de chocolate, ou 4 Euros nos turcos.

Talvez o hábito de comer sem beber refrigerante junto e andar bastante pra fazer as coisas (o clima e a infra-estrutura de transporte público eram ótimos), me ajudou a perder um quilo mesmo experimentando todas as comidas e doces que encontrava pela frente.

Quando voltava para o alojamento, passava a tarde lendo e fazendo tarefas e no fim do dia jantava uma barra de chocolate com água comprados na hora do almoço, ou ainda um sanduíche de Käse mit Putenwurst (queijo e peito de peru) que eu providencialmente havia comprado os ingredientes quando cheguei na cidade.

Na primeira sexta-feira em Heidelberg, saímos para conhecer a Hauptstraße, a maior rua fechada para pedestres da Alemanha, suas lojas, igrejas, lanchonetes e atrações e terminamos o passeio na Kulturbrauerai Heidelberg, onde comi o melhor Apfelstrudel da minha vida com Kakao, enquanto a Luciana comeu uma Münchner Weißwürste e tomou Weizenbier. Na volta ainda passamos pela ponte antiga, e depois paramos para comer um Dönner (geralmente uma comida turca, mas vendida) num restaurante Mexicano.

No final de semana saímos de trem para conhecer a cidade vizinha de Mannheim. A viagem dura meia hora. A cidade possui um centro comercial bem mais movimentado que o de Heidelberg que é uma cidade essencialmente estudantil. Lá, seguimos a pé até o Barockschloss Mannheim, um palácio que serviu de moradia de inverno para a família da realeza da região, cujo órgão da igreja que faz parte da construção já foi tocado por Mozart.

Durante a segunda guerra ele foi praticamente todo destruído, e desde então passou por sucessivas reformas que restauraram a aparência exterior anterior à guerra. Não pude tirar fotos da parte interna, mas do que foi preservado possuía um estilo muito bonito. O salão nobre me lembrou o do nosso querido Teatro Amazonas, só que mais claro, amplo e usando mais detalhes feitos de pedra, em vez de madeira. As demais dependências que não serviram ao museu do palácio foram transformadas em salas de aula da universidade da cidade e escritórios dos professores, para não manter uma obra imensa e inútil.

Saindo de lá almoçamos num Subway (sim), passamos pelo antigo reservatório d’água e seguimos por um caminho alternativo até o planetário, onde eu e Tatiana vimos um filme sobre a exploração espacial. Por fim, fomos ao Teknoseum, mas este já estava fechando. Na volta jantamos em um restaurante grego, onde pedi pedaços de carneiro assado, e depois pegamos o trem de volta para Heidelberg, cheio de outros estudantes que também aproveitaram para passar o fim de semana na cidade vizinha mais badalada.

No dia seguinte saí sozinho para ver o por do sol, quando tirei a atual foto de capa do Facebook. Durante a semana seguinte a rotina foi praticamente a mesma até que o professor que nos guiava voltasse da Áustria para que fossemos fazer os últimos passeios da nossa viagem.

Quimeras

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus no Portal D24AM.

O ano era 1911 e Manaus despontava como uma das metrópoles mais prósperas do Brasil e do Mundo. Uma das primeiras cidades do Brasil a ter telefone, água encanada e sistema de esgoto, além da energia elétrica que alimentava um transporte público eficiente e que cobria todas as regiões da cidade, inclusive a periférica região de Flores que deu nome ao bairro situado no mesmo local hoje em dia.

O prefeito de então, Dr. Jorge de Moraes (mandato 1911-1912), o primeiro de nossa história a ser eleito pelo voto popular, surgiu com a ideia de celebrar a glória da cidade ordenando a construção de uma fonte, para servir de adorno à Praça do Comércio e refrescar os transeuntes da Paris dos Trópicos, numa época em que condicionadores de ar eram apenas uma ficção distante e esta era a principal forma de reduzir a temperatura no perímetro urbano. Naquele mesmo ano foi erguido o Chafariz das Quimeras, situado no cruzamento das ruas Epaminondas e Visconde de Mauá (antiga Demétrio Ribeiro), defronte ao tradicionalíssimo Café dos Terríveis.

Inauguração do chafariz, em frente ao Café dos Terríveis

O chafariz era composto por uma grande cuba de concreto, que ressurgia no centro em forma de cruz, servindo de alicerce para um cilindro metálico curto que se encerrava em uma grande bandeja de ferro. A seguir um novo cilindro, com o dobro do tamanho, dividido ao meio por um adorno circular. Os cilindros eram bem adornados e acima deles jazia uma última bandeja, menor, de onde brotava água sob os pés da musa grega que portava uma tocha brilhante encerrada em ferro e vidro.

Nos pontos cardeais da fonte, quatro quimeras, animais fantásticos com cabeça de leão, asas de águia e cauda de dragão, vigilantes, fazem a guarda de sua majestade. Em um dos lados, uma torneira de ferro servia de água fresca qualquer um que por ali passasse. Ao redor, um jardim baixinho, com uma pequena cerca de metal, quase imperceptível.

Vista Aérea parcial de Manaus, com as praças do Comércio, XV de Novembro e Oswaldo Cruz na metade inferior direita

Alguns anos após a sua inauguração, com a capital vivendo os últimos instantes de intensa glória e efervescente emigração de brasileiros e estrangeiros pelo movimentadíssimo Roadway, o prefeito decide mover a fonte para a Praça XV de Novembro, entre as Praças do Comércio e Oswaldo Cruz, de costas para a Catedral de Nossa Senhora da Conceição e de frente para o porto, para recepcionar aqueles dos quais muitos de nós descendemos hoje em dia.

Já na segunda instalação, o sistema de fonte foi removido, sendo instalado apenas o pilar central com a musa e as quimeras, tendo os pés destas sido adornados por plantas. E ali a musa e suas quimeras acompanharam melancolicamente o súbito declínio da borracha e consequente cessação da chegada de grandes navios de passageiros e de barões da borracha que outrora por ali andavam acendendo seus charutos com notas de mil contos de réis. As mansões ao redor foram dando lugar a comércios e no espaço entre a fonte e a catedral foi construído um aquaviário e um pequeno zoológico.

Praça XV de Novembro: o chafariz virou uma simples estátua

Décadas se passaram, e no começo dos anos 1970 a cidade já contava com aproximadamente 620 mil habitantes (quase o dobro da década anterior). Com a concentração cada vez maior de comércio no centro da cidade, as pessoas foram migrando para os novos bairros que iam surgindo na periferia e, conjuntamente com o evento do desmonte da Cidade Flutuante, na segunda metade dos anos 1960, muitas daquelas pessoas que antes se deslocavam para o centro a pé passaram a usar transporte coletivo e o sistema precisou de um terminal central maior, que suportasse aquela demanda crescente de ônibus, solução de transporte público que substituiu os bondes cuja lembrança restou apenas nos velhos trilhos de metal.

Criou-se o Terminal da Matriz e, para que houvesse mais espaço, a fonte foi retirada por ordem do prefeito Paulo Pinto Nery (mandato 1965-1972), e instalada na Rotatória da João Coelho (Rotatória do Olímpico), construída para organizar o trânsito no cruzamento entre as avenidas Constantino Nery (anteriormente conhecida como Av. João Coelho) e (Boulevard) Álvaro Maia / Kako Caminha. E dali a musa pôde observar a expansão da cidade que crescia em todas as direções, até – mais uma vez – se tornar vítima do mesmo progresso que acompanhara impassível até ali.

Paulo Pinto Nery: transferiu a musa para a Rotatória da João Coelho

Na administração de Alfredo Nascimento (mandato 1997-2004) como prefeito de Manaus, fez-se necessária a construção do Viaduto D. Jackson Damasceno Rodrigues, entre 1998 e 1999, para desafogar o cruzamento das duas avenidas, que recebiam cada vez mais tráfego após a ascensão da Av. Brasil, no bairro da Compensa, como uma área comercial de preços acessíveis. E a fonte foi então desmontada, para passar vários anos abandonada em um depósito da prefeitura.

Em 2003, ainda na administração de Alfredo Nascimento, integrando a ornamentação paisagística da reforma realizada na Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife) foi construída, no cruzamento desta com as ruas Carlota Joaquina e Rio Negro, a Rotatória do Eldorado e no seu centro foi instalado novamente o chafariz.

Rotatória do Eldorado: bonita instalação, porém disposição incorreta

Infelizmente, por um erro na instalação, as quimeras foram postas de costas para os observadores, deixando de proteger sua musa para tornarem-se apenas suas observadoras e uma seção do cilindro central foi retirada, fazendo com que o resultado final ficasse mais baixo que a versão original. Além disso, com o tempo, a fonte foi permanentemente desligada, sendo então retirada em 2009.

Por fim, com a construção do Parque Estadual Jefferson Peres, como parte dos trabalhos de reurbanização de igarapés do PROSAMIN, durante a administração do governador Eduardo Braga (mandato 2003-2007), por sugestão do secretário de cultura Robério Braga, o Chafariz das Quimeras ganhou um lugar de honra de frente para a lagoa artificial das Vitórias-Régias, na confluência dos dois braços do Igarapé de Manaus, onde até hoje pode ser encontrada e admirada. Neste link você confere os cinco lugares descritos no texto.

Parque Jefferson Peres: um lar para receber as visitas das próximas gerações

Referências

Entrevistas
– Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus, sobre datas de construção das obras recentes.

Livros
– MONTEIRO, Mário Ypiranga. Negritude e Modernidade: a trajetória de Eduardo Gonçalves Ribeiro. Manaus: Editora Umberto Calderaro, 1990. 161 p.

Sites
Descobrindo o Amazonas
– J. Martins Rocha – link 1link 2link 3
O Eldorado é Aqui
Manaus Ontem

Ponte

Era uma vez um governador chamado Eduardo. Eduardo era um político muito querido pelo povo, que fez grandes obras de urbanização sem precedentes. Eduardo tinha um sítio do outro lado do rio. Eduardo mandou construir uma ponte para poder chegar ao seu sítio tranqüilamente.

Ponte dos Bilhares

Era uma vez um governador chamado Eduardo. Eduardo era um político muito querido pelo povo, que fez grandes obras de urbanização sem precedentes. Eduardo tinha um sítio do outro lado do rio. Eduardo mandou construir uma ponte para poder chegar ao seu sítio tranqüilamente.

Ponte Rio Negro

Era uma vez…

Texto meramente ficcional.

Novo lançamento da Volkswagen

Jesus Christ Limited Edition

O (Dr.) Conte foi convidado para um evento de lançamento da Volkswagen que vai ocorrer durante a última semana de Maio. Ainda não temos informações sobre o modelo, mas suspeitamos que vá revolucionar o mercado de veículos anfíbios. O Volkswagen Gol Jesus Christ foi lançado recentemente como modelo 2012, mas sendo rebatizado apenas de Gol 2012 JC, convertendo-o em um produto independente da linha Gol. Com importantes mudanças no sistema de flutuação e tração, o Gol 2012 JC quer ser mais exclusivo. Para isso, ele oferece estilo mais clássico, embora com inovações como câmbio automático entre tração para pista e para água, além de um detector de banzeiro. Vamos esperar a confirmação da Volkswagen sobre o lançamento.

Prática

Por Adrienne Nascimento.

Lembro de quando comecei o curso de Inglês. Eu estudava em casa, treinava minha pronúncia, fazia exercícios de gramática e, modéstia à parte, eu me saía muito bem nisso. Na sala de aula, porém, eu não falava, não treinava minha fluência porque eu tinha vergonha de falar em público e não lutava contra isso por simplesmente achar que não precisava, que eu já sabia estruturas gramaticais suficientes para tirar boas notas e ser considerada uma boa aluna.

Passei a observar os meus colegas mais desinibidos treinando o Inglês deles e via quantos erros eles cometiam e, todas as vezes, eu tinha vontade de corrigi-los. “Esse povo não faz exercício em casa? Não sabem que não é assim que a estrutura funciona? Não percebem que para a terceira pessoa se usa o does e não o do?”

Quando os observava errando, eu sentia pena de eles se exporem daquele jeito e de todos perceberem a falha deles.

Até que um dia, uma das minhas professoras disse que a nossa prova oral seria falar sobre um lugar a que gostaríamos de ir. Eu, super segura do Inglês que eu sabia, reuni todas as informações que gostaria de expor e fui lá pra frente da sala apresentar o trabalho. E olha só: foi um desastre! Sabe por quê? Porque me vi cometendo erros inadmissíveis de gramática e de pronúncia. Percebi que as informações não vinham automáticas na minha cabeça e eu tinha que pensar muito em que palavras usar para expressar determinado pensamento… ou seja, eu não era fluente e estava cometendo os mesmos erros que via os meus colegas cometerem.

Foi só aí que eu vi que não importava o quanto eu tinha me enchido de teorias. Se eu quisesse falar outra língua, eu tinha que treinar falando. Como tudo na vida: aprender a fazer, fazendo. Simples. Não importava o quanto eu soubesse de gramática ou o número de palavras no meu vocabulário. Se eu quisesse ter aquilo funcionando na prática, eu tinha que por pra fora o que eu sabia de teoria. E isso significava necessariamente me expor ao erro. Me senti uma idiota quando vi que meus colegas tinham percebido isso há muito mais tempo que eu, que simplesmente me acomodei apontando e enumerando os erros de cada um.

E sabe? Eu parei pra pensar. Na vida, a gente acaba fazendo a mesma coisa.

A gente se enche de conhecimentos teóricos e, conscientes do quanto sabemos, nos ocupamos apenas em apontar o erro dos outros e ficar com pena das pessoas que burramente não entendem como funcionam as coisas da vida… Queremos corrigir os erros, ensinar que não é desse jeito, mas parece que elas não entendem, nao sabem de nada. E quando chega a nossa vez de viver, de sair da teoria, nos vemos cometendo os mesmos erros ou até piores…

Enquanto não deixarmos de lado essa mania hipócrita de dar lições de moral nas pessoas, é porque ainda não paramos para refletir que nós é que precisamos aprender e não os outros. Eles estão lá errando, mas aprendendo e se importando unicamente com a vida deles. Nós, aqui com pena daqueles pobres coitados que não sabem nada, estamos acomodados apontando o erro deles, vaidosos com nosso profundo entendimento sobre a vida, mas sem metade do conhecimento que mais interessa: o prático!

Ninguém nasce sabendo. Podemos ter aprendido toda a teoria do universo. Mas na prática é outra história. Sempre.

Como Não Proceder: Removendo Arquivos Temporários

Outubro de 1999. A amiga rouca da minha mãe disse que o computador ficava lento por excesso de arquivos temporários e me ensinou a fazer uma busca, se não me engano “~.tmp”, que retornava com esses arquivinhos.

Eu tinha uns 10 anos, usava Windows 98 Plus! num Pentium 2 de 455MHz, 32MB de memória RAM e 4GB de HD e, como todo PC daquela época, cada procedimento que se pudesse fazer para que ele funcionasse um pouco mais rápido seria bem vindo.

Então fiz a busca, encontrei uma quantidade razoável de arquivos temporários e deletei. O sistema agradeceu. Passei a repetir periodicamente aquele procedimento de extermínio de ícones brancos com bandeirolas do Windows, e tudo sempre ocorreu razoavelmente bem.

Até que certo dia refleti: se esses arquivos brancos com bandeirolas de Windows fazem tão mal ao meu computador, por quê existem tantos no meu HD? E então fiz uma busca, acho que pelo caractere espaço ” “, que retornava com todos os arquivos que estavam no disco rígido, e comecei um trabalhoso processo de limpeza.

Passei uma tarde inteira selecionando milhares daqueles ícones malignos que faziam meu computador ficar lento. Até que quando chegou a noite, terminado o exaustivo trabalho, deletei todos eles e reiniciei a máquina.

Depois da tela de BIOS não aconteceu mais nada. Ela estava limpa.

Si Vous Étiez

Si vous étiez un bateau, ma chérie
Un bateau, ma chérie
Je serais le vent derrière vous
Si vous aviez peur, ma chérie
Peur, ma chérie
Je serais le courage que vous n’avez pas

Si vous étiez un oiseau, puis je serais un arbre
Et vous viendrait à la maison, ma chérie, à me
Si vous dormiez, alors je serais un rêve
Où que vous soyez, c’est là que mon cœur sera

Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous

Si vous étiez l’océan, alors je serais le sable
Si vous étiez une chanson, alors je serais la bande
Si vous étiez les étoiles, alors je serais la lune
La lumière dans l’obscurité, ma chérie, pour vous

Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous
Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous…

PS: Não compus a letra. Apenas (tentei) traduzi(r) do original em Inglês para o Francês.

Estupro

Só aconteceu porque vocês, espectadores, são cúmplices, ao continuar dando ibope para este chorume, contribuindo para que o autor, financiado por seus partícipes telemidiáticos, incorra na prática do tipo penal.

CÓDIGO PENAL (PARTE ESPECIAL)

TÍTULO VIDOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL

CAPÍTULO IIDOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL

Estupro de vulnerávelArt. 217-A – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

Não obstante, insta salientar que quem assiste…

CÓDIGO PENAL (PARTE GERAL)

TÍTULO IIIDA IMPUTABILIDADE PENAL

InimputáveisArt. 26 – É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Termos em que pede deferimento.

Beijos.