Conto de Natal

Dedicado a todos aqueles que odeiam o Natal.

Certa vez eu estava indo para a ceia na casa de um tio e, passando ali pelo Hiléia, paramos no antigo sinal que tinha na entrada do Cj. Santos Dumont. A janela do carro estava aberta. Do lado parou um caminhão de lixo. O gari, fedendo e faltando alguns dentes, sorriu pra mim e disse “Feliz Natal”. Eu retribui a saudação e sorri, acenando com a cabeça. O sinal abriu e seguimos a diante rumo ao nosso destino.

Naquele dia aquele gari me fez pensar que: se ele, apesar de estar naquela situação, tendo que trabalhar com manejando dos outros que, naquele mesmo momento estavam celebrando com fartura na noite de Natal, e ainda assim era capaz de sorrir e demonstrar alguma aparente felicidade, por que eu, que estava limpo e confortável, de férias e sem tantas obrigações, e iria logo em seguida comer de uma mesa farta, poderia estar triste?

Eu sei que a Simone, o cavaquinho, o excesso de hormônios e excassez de neurônios da adolescência, o calor, a falsidade de algumas pessoas, o trânsito, ou talvez a sensação de não ter feito tudo o que desejava no ano que passou, podem causar algum desânimo. Mas para você que está agora confortavelmente caindo de boca no peru e fica ao mesmo tempo com esse papinho de “odeio o Natal”, fique com o meu:

– Cala a boca! Aprenda a dar valor ao que você tem.

Obrigado pela atenção e voltemos agora à nossa programação normal.

PS: Sim, eu sei que algumas pessoas odeiam o Natal por causa do Capitalismo, blá blá blá.

Capital do Crime – dia 5 – final

Brasília, 20 de março de 2008.

Tomamos café da manhã cedo, pegamos o taxi e partimos para o aeroporto. Cruzamos o Eixo Monumental e fomos nos afastando daquela penitenciária a céu aberto do centro do poder nacional. Despachamos as malas e demos uma volta nas lojinhas do aeroporto. Curiosamente a loja com artigos mais bonitos e interessantes se chama “Chamma da Amazônia”. Depois dessa realmente estava na hora de voltar pra casa.

O avião saiu às 11:20am (horário de Brasília), e chegou em Manaus 1:30pm (horário de Manaus). Ao passar pelas ruas da cidade senti falta da organização do crime urbana que a capital de Lúcio Costa possui com seu Plano Piloto. Mas só disso mesmo.

Quando se está em Brasília, depois que você conheceu o Eixo Monumental, viu os prédios dos poderes, a ponte JK, e foi nos shoppings, é hora de voltar pra casa, porque todas as atrações acabaram.

Encerra aqui a minha saga Candanga. Em 2013 quando eu precisar voltar lá pra renovar o visto americano, quem sabe eu faça uma segunda edição da série.

Notas sobre Brasília

Se algum dia você precisar vir a Brasília. Talvez alguma dessas informações possa ser útil:

  • Tudo é bem setorizado e fácil de assimilar as localizações das coisas. Mas tudo é muito distante também. Quase sempre é preciso pegar um táxi para ir para onde ser quer. Mas o preço é relativamente barato comparado ao de Manaus. Com 20 reais dá pra atravessar a cidade. Isso é praticamente o que eu gasto indo de casa pra faculdade em Manaus.
  • Eu vivo com a garganta seca e tenho bebido muito mais água. Isso porque a umidade aqui é mínima. Ao contrário de Manaus, onde a umidade é 101% e se bebe água por osmose.
  • Por ser uma cidade projetada, ela é toda dividida por setores com objetivos específicos: hotelaria, comércio, bancos, indústrias, entre outros. Sabendo disso basta uma olhada atenta no mapa, que mostre as posições desses setores e você consegue encontrar as coisas com facilidade.
  • Os preços das coisas aqui, com exeção de alimentos e tecnologias, são iguais ou mais caros que os de Manaus.
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